Palavras para quê, se a fotografia diz tudo???
Parabéns Sr. Arnaldo José da Silva, ou seja lá quem o senhor for!
Tenho dito! Fui!
Palavras para quê, se a fotografia diz tudo???
Parabéns Sr. Arnaldo José da Silva, ou seja lá quem o senhor for!
Tenho dito! Fui!
Recebi hoje por e-mail esta carta interessantíssima e de leitura obrigatória não só para todos os docentes deste país, mas para todos os cidadãos portugueses que se interessam pelos assuntos inerentes ao estado caótico da Educação em Portugal. Para além disso, e por se tratar duma carta quase íntima entre um ex-professor catedrático da actual Ministra da Educação, esta carta permito-nos concluir sobre o que está a ser feito desde que este Governo tomou posse em matérias da Educação e perspectivar o que ainda está para ser feito dentro do programa governamental. É uma leitura deliciosa, garanto-vos!
«Senhora Ministra da Educação,
Com respeito, mas com firmeza.
Minha querida Maria de Lurdes Rodrigues,
Ainda lembro esses dias que foi minha discente em Antropologia. Bem sei que é socióloga e que entende da interacção entre os membros de uma mesma cultura, ou, pelo menos, isso foi o que eu ensinei a si e aos seus colegas nos anos 90 do século passado, nesses dias em que o meu português tinha esse sotaque que aparece nas cinco línguas que estou obrigado a falar e que a Maria de Lurdes muito bem entendia e ajudava a corrigir para eu aprender mais. Ainda lembro a alegria das nossas conversas extracurriculares, no corredor do nosso ISCTE ou no meu gabinete, ao me referir à sua dedicação adequada e conveniente, para o estudo das suas outras matérias. Mais ainda, os comentários, do meu grupo de colaboradores de cátedra que comigo ensinavam, hoje todos doutores como a Maria de Lurdes, e os comentários dos meus colegas sociólogos em outras matérias. Especialmente, os do meu grande amigo João Freire, que orientou a sua tése. Se bem me reocrdo, connosco teve um alto valor como resultado dos seus estudos. Se bem me recordo, era do curso da noite no meu departamento e na nossa licenciatura. Por outras palavras, estudava, trabalhava para ganhar a vida e tomar conta da sua família. Por outras palavras também, era uma estudante trabalhadora e uma senhora devota e dedicada ao lar, como muitos dos seus colegas masculinos e femininos. A minha querida Maria de Lurdes aprendeu comigo e outros da minha cátedra, de que o tempo era curto, temido e não dava para tudo. Reuniões, falta de livros na biblioteca para estudar e investigar, o difícil que era entender a, por mim denominada, mente cultural dos estudantes e a dos seus pais, o inenarrável suplício de saber o que pensavam e os parâmetros que orientavam essas mentes. Não esqueço as suas queixas sobre os pedidos do Ministério da Educação que pesavam uma tonelada ideológica e estrutural, na organização dos trabalhos dos docentes primários e secundários, que nem tempo tinham para entender a mente cultural dos seus discípulos ao serem mudados todos os anos para outras escolas. O nosso convívio era aberto e directo. Estou feliz por isso. Aliás, feliz, porque pensava em silêncio: “cá temos uma futura grande educadora”. Apenas que, enveredou para a engenharia da interacção social, ao estudar com o meu querido amigo João Freire. E o problema nasceu. Os professores primários e secundários devem preparar as suas lições, como a Maria de Lurdes sabe, especialmente os do ensino especial ou inclusivo, que trata de estudantes com problemas de aprendizagem e precisam de trabalhar desde as 8 da manhã até por vezes às 9 da noite. Esse ensino inclusivo de João de Deus, da Subsecretária de Estado, Ana Maria Toscano de Bénard da Costa, da sua colega no saber e no posicionamento partidário do Ministério da Educação, a minha grande amiga Ana Benavente, ou do meu outro grande amigo, o seu colega ideológico e no cargo de Ministro da Educação em 2000, Augusto Santos Silva, que nos foi “roubado” ao passar para a vida política.
Lembro-me, ainda, como simpatizava com a minha luta de socialista Allende, por outras palavras socialista orientado pelas ideias históricas de Marx, tal e qual Durkheim e Mauss, mencheviques, colaboradores de Lénin para derrubar o regime injusto e arbitrário dos Romanoff, como demonstro no meu livro de 2007, da Afrontamento: A Dádiva, essa grande mentira social, do qual lhe enviarei uma cópia, escrito calmamente, para comentar o que comentava consigo como minha discente, os atropelos dos czares serem semelhantes ao do ditador do Chile, quem entregara as escolas às juntas de freguesia, denominadas municípios, e obrigava a relatórios semanais para controlar a docência do Chile e assim obter o prometido: “nem uma folha mexe no Chile sem o meu consentimento”. Ainda lembro os seus comentários horrorizados: “Senhor professor, é mesmo assim? Que horror. Os professores já sabem, para quê avaliá-los mais, e obrigar a reestudar o que já é sabido nos seus tempos para a família, preparação de aulas e merecido descanso”. A Maria de Lurdes esqueceu acrescentar, nessas nossas conversas, que os docentes eram avaliados pela educação que recebiam os seus filhos. Mas, como boa engenheira da sociedade, entendia que os sindicatos deviam protestar quando o poder ultrapassa o afazer, já imenso e pesado, dos docentes, especialmente, do ensino especial e inclusivo, e os de classe social.
Maria de Lurdes, tenho estado interessado, como etnopsicólogo, nas recentes notícias sobre a Educação em Portugal. Foi preciso adiar a entrega de teses dos meus mestrantes, para não cair na armadilha de uma especial ditadura, pura e dura, como no Chile de Pinochet. De certeza, deve haver um engano em certos sítios. Maria de Lurdes, se a pessoa Ministro da Educação sabe que é preciso entender essa mente cultural de estudantes e os seus pais, sabe também como um dado adquirido, que esse facto acontece apenas pela necessidade de se prepararem os docentes para ensinar. Como educador, conheço bem essa preparação, tal e qual a Engenheira Social, especialidade que a louva, sabe que já está tudo preparado faz tempo, para a divisão do trabalho, sem acrescentar mais deveres aos docentes primários e secundários, que vivem em sessões que atrasam e arrasam a sua preparação de lições, hostiliza aos sindicatos e, além do mais, importamos desde o Chile esse modelo puro e duro já referido, da morta ditadura. Ou, reabilitamos a nossa em Portugal e tiramos os cravos das espingardas do 25 de Abril.
Com carinho, com respeito, mas com firme persistência, do seu velho Professor, a se restabelecer duma doença que mata rapidamente, especialmente se não falamos pelos nossos.
Os meus parabéns. Foi-nos roubada, como presidenta do nosso isctesiano Conselho Científico, para entrarmos todos em sarilhos muito disputados, que causam esta conversa nossa de corredor, desta vez, em formato de papel, uma carta para si, escrita com carinho, mas com firmeza em prol dos professores portugueses.
Abraço querido e, como era habitual, um beijinho para si!, do seu recuperado velho professor.
Professor Doutor Raúl Iturra
Catedrático de Antropologia sempre no activo, membro do Centro de Estudos em Antropologia Social, CEAS/ISCTE,
Membro de Honra do CNRS, Paris, Professor Visitante do Collége de France
e Membro do Senado da Universidade de Cambridge.
8 de Março de 2008, denominado Dia Internacional da Mulher
Nota: A ideia e o texto são da inteira responsabilidade de Ana Paula Vieira da Silva (apenas fixou o Português deste texto irónico e destemido)»
in, Jornal A Página da Educação (http://www.apagina.pt), 2008
Tenho dito! Fui!
O Ministério da Educação enviou há dias para as escolas informações extremamente importantes sobre o processo de Recrutamento de Docentes que terá início dentro em breve. Assim, porque sou parte integrante deste processo como candidato e também porque gosto que os meus colegas estejam tão informados quanto eu, disponibilizo no presente “post” para download o ficheiro em PDF – Resumo dos Concursos.
Espero que ele vos possa esclarecer minimamente quanto à degradação da profissão docente.
Download do Resumo dos Concursos
Tenho dito! Fui!
Neste momento encontro-me a assistir ao programa da RTP1 e, apesar de me considerar um apartidário de esquerda, gosto muito de ver (por umas razões) e de ouvir (por outras) a Deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, que tem-se revelado uma pessoa extremamente culta, inteligente e, sobretudo, sensata nas suas declarações e discursos e na sua forma de estar na vida política. Ganhou ainda mais pontos na minha consideração quando se dedicou, com unhas e dentes, aos diversos problemas da Educação em Portugal. Um desses problemas e, talvez, o mais actual é o da Avaliação de Desempenho Docente. E a Ana Drago, não sei se imposição partidária, não sei se por por motivação pessoal, não sei se por outro factor qualquer, pôs mãos à obra e inquiriu milhares de docentes deste país, eu incluído, sobre as condições de exercício da actividade docente. Assim, gostaria de vos disponibilizar um documento que, à partida, diria respeito apenas e só aos docentes deste país, mas que diz respeito a todos os cidadãos portugueses.
Aqui fica o ficheiro em formato PDF que é a Versão Final do Inquérito levado a cabo pela Deputada Ana Drago (e respectivo grupo de trabalho) do Bloco de Esquerda, intitulado de “Desafios da Escola Pública”.
Porque este blog mudou depois do “post” «(Não tão breve) Nota de Esclarecimento», aqui estou eu a prestar um serviço público, neste caso do foro cultural.
É uma peça de teatro do Palco Oriental, companhia que prezo e estimo muito por ter lá vários amigos e companheiros de trabalho, e por já ter assistido a alguns ensaios de algumas peças e as peças propriamente ditas. Para além destes aspectos, e porque lhes devo (aos meus amigos e companheiros de trabalho) muito, presto aqui a minha homenagem e colaboração na divulgação dos trabalhos que esta companhia tem para nos oferecer.
[sinopse]
1522. Ano de fome em Portugal. Gil Vicente aborda a crise que o país atravessa compondo as trovas de “pranto” de Maria Parda. Esta mulher do povo, pobre, envelhecida, marginal das ruas de Lisboa, vem a cena lamentar o mau período que o país está a passar apresentando a privação maior a que a situação a obriga: a falta de vinho!...
FICHA TÉCNICA:
Texto: Gil Vicente
Encenação: Miguel Sopas
Cenografia e Figurinos: Ana Limpinho
Com: Ana Teresa Santos e Paulo Lima
Preço do Bilhete: 5€
Marcações: 210 191 957 ou palcooriental@clix.pt
Contactos:
Palco Oriental
Calçada do Duque de Lafões, 78
1950-102 Lisboa
Tel: +351 210 191 957/ 91 944 38 01
palcooriental@clix.pt
http://poriental.planetaclix.pt/cenas.html
http://palcooriental.blogspot.com/
Gostaria de agradecer a estas pessoas de bom-senso que votaram, na Assembleia da República Portuguesa, CONTRA a suspensão do actual modelo de Avaliação Docente.
A todos eles o meu mais sincero OBRIGADO!
Só uma curiosidade: TODOS ELES SÃO PROFESSORES!
Tenho dito! Fui!
Quando vemos alguns anúncios publicitários nos media, constatamos que a maior parte deles é pura e simples fantasia. E esse é um dos objectivos primordiais da publicidade queriar um mundo de sonho o qual só pode ser atingido através do produto publicitado para assim criar o desejo no consumidor de adquirir aquele produto. Mas, e como há sempre um “mas”, há anúncios publicitários com uma grande dose de realismo, tal como este que se segue em 3 fotografias.
(“Cliquem” nas imagens para as ampliar!)
Tenho dito! Fui!
O meu fascínio pelos nipónicos continua a crescer e a desenvolver-se, pois por cada notícia que leio, por cada e-mail que recebo, por cada livro que leio sobre este povo, sobre esta cultura, sinto-me cada vez mais deslumbrado!
Observem com atenção as fotos que se seguem que são dum restaurante nipónico (bastante) alternativo, cuja decoração e comida são subordinadas ao tema: "WC”.
Aliciantes, estes pratos, hein? Do melhor! Nipónicos do caneco!
Carreguem nas imagens para ampliar!
Tenho dito! Fui!
Reparem na (in)felicidade dos pais deste senhor ao apelidarem-no de…
Quase tão bom como Óscar Alho, Adolfo Dias ou Fonseca Galhão…
Tenho dito! Fui!
Pois é! Tenho estado ausente durante tanto tempo porque tenho estado num período de introspecção, porque esta questão de ter um blog que tem (pseudo) piadas e que são escritas num discurso que, na sua grande parte se caracteriza por parvo, forçou-me a gastar alguns neurónios.
Perdi-me em pensamentos que passam pelo encerramento ou por uma reformulação ou reestruturação do blog por pressões externas. Pressões essas que surgem:
a) numa altura em que já está esquecida a minha aparição na TV no Programa Sempre em Pé da RTP2;
b) quando a minha profissão, enquanto formador e educador, lida com jovens que frequentam o ensino público;
c) num período em que a mesquinhez e sensibilidade de algumas pessoas farão corar qualquer "Lápis Azul" do Antigo Regime.
Estas mesmas pressões são difíceis de aguentar mas, contudo, já eram previsíveis, quando decidi aceder ao convite da produção do programa Sempre em Pé e daí a exposição mediática que isso traria e como ela própria se iria reflectir no meu trabalho com colegas (professores e funcionários) e, sobretudo, com os alunos e respectivos encarregados de educação. Confesso que já previa que algo iria acontecer e, por isso, não estou de todo surpreendido que elas (as pressões), invariavelmente, surjam. Estava e estou preparado para isso!
Todavia, gostaria de vos expor alguns dos pensamentos que se me atravessaram pela mente durante este período de introspecção que atravessei. Assim, começaria por explicar quais as razões que me levaram a criar um blog: eu criei este blog, não por ter a mania que sou engraçado, mas porque senti a necessidade de inscrever na história da minha vida e de partilhar as minhas experiências, que eu considerei e considero mais engraçadas que tive enquanto profissional da educação contratado, que viajou por este país fora em busca duma contratação ou efectivação num Quadro da Função Pública perto de casa. Sim, porque é isso que qualquer professor contratado e com contas para pagar mais deseja. Para além das experiências quis sempre partilhar as minhas opiniões e as minhas críticas em relação a tudo, e quando escrevo tudo, é mesmo tudo! E isso prende-se com a Liberdade de Expressão adquirida constitucionalmente em Portugal por alturas da Revolução dos Cravos, revolução esta que algumas pessoas que passaram por ela já esqueceram e que pessoas que nasceram posteriormente julgam que sabem o que foi e do que se tratou e não respeitam na totalidade os valores que nela estavam inscritos, fazendo-se passar por revolucionários e por praticantes dogmáticos das "L. I. F." (Liberdade, Igualdade e Fraternidade - para os mais intelectuais e amantes da História, Liberté, Egalité et Fraternité. Gostaram? Espectáculo!). Mas, enfim, não posso fazer nada quanto a isso, a não ser transmitir esses valores dia-a-dia aos meus alunos e às novas gerações que virão.
Depois, existe na cabeça de algumas pessoas a ilusão e a confusão de que aquilo que eu sou enquanto pessoa fora da escola, cidadão comum – Hélio Branco, sou também quando exerço a minha profissão que se enquadra num contexto mais específico, onde se educam jovens, pessoas, cidadãos deste país que serão os Homens de amanhã. Essas pessoas, pensam que eu sou, dentro da escola, a mesma pessoa que sou fora da escola. Isso, caros amigos, é um raciocínio completamente errado. É errado porque quando passo daquele portão para dentro sou uma pessoa completamente diferente, com uma missão, com um propósito, com um objectivo único de ensinar, de transmitir os meus conhecimentos técnicos sobre a disciplina que lecciono, de transmitir a minha moral, de formar jovens com os sentidos de responsabilidade, cidadania, humildade, honestidade, corporativismo, entre outros valores que hoje em dia estão a cair em desuso. Dentro daqueles portões sou uma pessoa diferente por tudo isso! Cá fora sou aquilo que sou: o tipo que tem da mania que é engraçado, o tipo que está sempre disposto a dois dedos de conversa, o tipo que gosta de sair à noite com os amigos, o tipo que gosta de um bom petisco, o tipo que gosta de jogar horas e horas na Playstation, o tipo que gosta de fazer vela, o tipo que gosta de ouvir música nos bons e maus momentos, o tipo que gosta de escrever baboseiras no seu blog, o tipo que é igual a tantos outros tipos, mas que por ter a profissão que tem, já não pode ser igual aos outros tipos porque na mente de algumas pessoas isso é errado.
No fundo, e no meio de alguma amargura em saber que há pessoas com esta mentalidade, acho piada a isto. O facto de me ter remetido, quase como obrigação, a alguns momentos de introspecção, fez-me concluir que a minha vida (tendo em conta a profissão ou não) até tem as suas curiosidades…
Para concluir, penso que não devia deixar de escrever no meu blog. Penso até que não o devia destruir ou eliminar. Tenho consciência que o meu blog é lido por pouca gente. Gostaria que fosse lido por muito mais gente, não para o poderem valorizar, mas para poderem conhecer um pouco mais de mim. Coloco lá aquilo que eu gosto, aquilo que me faz rir e, sobretudo, aquilo que eu sou. Quem não gosta, tem bom remédio, “clica” com a seta do rato na cruz do canto superior direito da janela. Ainda assim, a esses, agradeço a sua visita. A todos os outros, que gostam do meu blog, que gostam das mesmas coisas que eu e que gostam de mim, o meu mais sincero obrigado por me deixarem partilhar convosco, nada mais, nada menos, aquilo que sou…
Tenho dito! Fui!